JAGUARUANA EM DESTAQUE / Por Augusto Marques
 

Foto dos arquivos de Francisco Pereira Barreto Neto

Frente do prédio do Centro Educacional Cônego Agostinho. Talvez seja a foto da estrututura original da Escola.

Veja mais fotos históricas no https://www.facebook.com/pages/Jaguaruana-em-preto-branco/497515433708503 e contribua com o acervo de imagens.



Escrito por Escrito por @AugustoMarquess às 11h13
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CHUVA NO NORDESTE É ASSIM

Em Jaguaruana as borboletas em meu jardim,
Já anunciavam a chegada da chuva.

E ela veio, forte e abundante, encharcando a terra seca,
Judiada pelo sol escaldante,
Trazendo aos nossos agricultores a alegria e a esperança
Que há muito não se via.

Chuva abençoada que molha a terra, 
Que faz crescer o feijão, a mandioca,
O milho e o algodão, 
Chuva que levanta o pasto e enche os barreiros d’água,
Matando a fome e a sede dos brutos.

A chuva no Sul do país é motivo de preocupação,
Já no sertão, significa fartura, é motivo de comemoração.

Chuva no nordeste traz abundância, 
Nos rios e lagoas os peixes se multiplicam,
Nas fazendas e sítios, os animais engordam, 
As lavouras ficam viçosas, 
E o agricultor se anima, 
Pois sabe que durante todo o ano,
Não vai faltar comida na mesa de sua família.

Isso é um pouco do significado da chuva no sertão,
Da alegria do sertanejo, que nunca perde a fé,
Fé em Deus, em São José e no Padim Pade Ciço.

Sertanejo traz no rosto as marcas de uma vida sofrida,
E no seu olhar a esperança em dias melhores
E com mais alegria.

Por, Augusto Marques 



Escrito por Escrito por @AugustoMarquess às 18h31
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Chega ao fim os festejos da padroeira de Jaguaruana Senhora Sant’Ana

Com uma grande procissão que reuniu milhares de fiéis, foi finalizada na noite de ontem os festejos da padroeira de Jaguaruana Senhora Sant’Ana. A procissão seguiu pela Rua Padre Rocha até a ponta da rua de onde seguiu de volta para a Igreja Matriz pela Avenida Simão de Goes.

A missa foi celebrada pelo Bispo da Diocese de Limoeiro do Norte Dom José Haring e pelos padres Raimundo Barbosa e Roberto. Há muito tempo não se via tantas pessoas acompanhando as celebrações de Senhora Sant’Ana em Jaguaruana. Durante as missas do fim de semana de encerramento, o patamar da Igreja e a Praça da Matriz estavam lotados.

Este ano a festa teve um toque a mais, uma estátua da nossa padroeira foi instalada na Praça da Matriz elevando ainda mais o sentimento puro e forte da religiosidade do nosso povo.

 

Augusto Marques



Escrito por Escrito por @AugustoMarquess às 10h41
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OUTRAS FOTOS DA ENCHENTE DE 1985 EM JAGUARUANA

 

A foto mostra um helicóptero Huey do exército brasileiro pousando na avenida Simão de Goes ao lado da praça da prefeitura. Dois prédios ao fundo se destacam, casas da dona Marluce e do Pedro Rodrigues.

Era comum os pousos de helicópteros no município trazendo mantimentos, remédios e transportando pessoas que se encontravam doentes para Fortaleza ou cidades que não estavam sofrendo com enchentes. 

Esta foto foi tirada na Avenida Simão de Goes (da ponta da rua), bem ao fundo se ver a Igreja Matriz de Jaguaruana. Também se ver os canteiros centrais da avenida (os balões) que hoje infelizmente já não existem mais. Mais um crime cometido contra a história do nosso município. 

A avenida está completamente alagada.

 Prédio do Foto Oriente

Avenida Antonio José de Freitas completamente alagada, até o mercado do peixe foi inundado pela enchente dos açúdes Orós e Banabuiú.

 Avenida Antonio José de Freitas

Sabe quem são as pessoas da foto?

Meu amigo Raimundo Moreira Filho me trouxe estas fotos e disse que são da esquerda pra direira, Bem-te-ví que trabalha no jogo do bicho com uma cabeleira, Helena, o menino é o Flavinho, sentado e pescando Genivaldo da Cagece, o outro pescador em pé é o Aglairton e o loirinho com um porco na coleira é o Talvane da Gedalva.

Quero agradecer a Dona Helena que me enviou as fotos históricas e meu amigo Raimundo Filho que sempre colabora com este BLOG.



Escrito por Escrito por @AugustoMarquess às 22h20
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AGRICULTOR É ATROPELADO POR CAVALOS. NOTICIA DE 1965

Escrito por Alberto Maia em 19/11/1965



Escrito por Escrito por @AugustoMarquess às 18h50
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Recorte do jornal Correio do Ceará de 23 de dezembro de 1964

Continuação

Contribuição da familia Jaguaribe, que me forneceu todos esses recortes.



Escrito por Escrito por @AugustoMarquess às 18h57
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Recorte do jornal Interior em Revista de 06 de maio de 1965

Escrito por Alberto Maia em 1965.



Escrito por Escrito por @AugustoMarquess às 20h24
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Recorte de jornal de 04 de dezembro de 1965

Matéria escrita por Alberto Maia correspondente do jornal Correio do Ceará.

Logo trarei a história de Alberto Maia.



Escrito por Escrito por @AugustoMarquess às 20h03
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JAGUARUANA EM JUNHO DE 1952

Mais uma foto de Jaguaruana tirada em junho de 1952, esta foto como a outra logo abaixo, foi tirada pelos recenseadores do IBGE da torre da Igreja Matriz da cidade.

A foto mostra o lado esquerdo da cidade (nascente), logo no início da foto se vê a casa do saudoso José Cláudio de Melo, esta com um cata-vento no quintal! Do lado direito da casa tem um terreno desocupado, neste espaço ainda seria construído o prédio do BEC (já extinto no município).

Mais ao meio da foto se vê uma grande árvore, segundo as minhas pesquisas, seria um pé de tamarindo que ficava em frente a casa do também saudoso José Maurício, árvore esta arrancada há muitos anos.

Vê-se também uma grande área descampada, onde hoje está o bairro Lagoa, um dos mais populosos do município.

 



Escrito por Escrito por @AugustoMarquess às 19h15
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JAGUARUANA EM JUNHO DE 1952

A foto mostra a cidade bastante arborizada com pés de Benjamin, muita sombra na avenida principal, a Simão de Goes que ainda não tinha calçamento, nem a pracinha da igreja, era só areia.

Podemos ver terrenos atrás dessas casas e uma residência isolada com várias janelas e portas, no meio de duas grandes árvores, onde hoje é a avenida Dr. Antonio da Rocha Freitas, antiga 4 de setembro. Pesquisei, e descobri que a casa era do Sr. Bruno Braulino, a casa fica justamente onde hoje está a rádio UNIÃO FM. Muitas terras são vistas nos fundos da residência, indo até a barreira do córrego das melâncias.

Desde pequeno, aprendi a chamar essa parte do córrego, como córrego do Bruno, em referência ao dono das terras o Sr. Bruno Braulino. Tomei muitos banhos nesta parte do córrego no fim da década de 1980 e inicio de 1990, quando ele ainda era limpo, ficava pulando na água de cima de um pé de cajarana que ficava na barreira na outra margem.

Fonte da foto: Moacir Morran



Escrito por Escrito por @AugustoMarquess às 21h21
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RECORTE DE JORNAL ARACATIENSE DE 1931

O texto é fruto de uma viagem a Jaguaruana das Madres Magdalena, Thaís e Sacramentos, Monsenhor Catão Sampaio, Eduardo Dias, Irene Valente e Maria Correia, juntamente com alunas do instituto São José de Aracati.

VOCÊ PODE ENCONTRAR MUITO MAIS NO BLOG CURIOSIDADES JAGUARUANENSES DO NOSSO AMIGO MOACIR MORRAN. http://www.ajaguaruana.blogspot.com/



Escrito por Escrito por @AugustoMarquess às 12h15
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MAIS FOTOS DA CHEIA DE 1985

Esta foto mostra a avenida Simão de Goes, ao lado está o colégio Conego Agostinho

Já esta outra foto, mostra a entrada e toda a extenção da rua José Claudio de Melo e, atrás da canoa está a casa do Nonato da Macrina.

Esta foto foi tirada na rua Padre Rocha ao lado do posto de gasolina do Jesus do Manoel Ferreira, este na foto é meu pai Francisco Marques (o chico da titá) e em cima da calçada com a mão no poste está o André do cartório.

Mais uma foto da rua Padre Rocha, onde eu posso identificar da três pessoas, Mundinha Lemos, Sinara e Liduína lemos.

 



Escrito por Escrito por @AugustoMarquess às 11h32
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FOTO DA INAUGURAÇÃO DO BEC EM JAGUARUANA

Da esq. para dir. Adalto Bezerra, Lúcio Alcântara, Manoel de Castro, Manezinho Barbosa, Raimundo Francisco Jaguaribe, Padre Do Céu e Dep. Paulo Lustosa

 

Esta foto em preto e branco tirada na segunda metade da década de 1970, mostra autoridades da época na inauguração da agência do Banco do Estado do Ceará – BEC, em Jaguaruana.

 

Pesquisei bastante sobre a data de inauguração da agência, mas não tive sucesso, ainda não desisti, por isso, fica aqui o espaço para ser colocada a data de sua fundação; ____/___/______. Quem poder me ajudar é só me enviar um e’mail com a data. Também busco a data em que o banco fechou, ___/___/____.

 

Você observa na foto, o então governador da época Adauto Bezerra, ao seu lado está o ex-governador Lúcio Alcântara, o ex-vice governador Manoel de Castro, ao fundo se vê Manezinho Barbosa que era o prefeito do município na época. Na mesma foto ainda estão Raimundo Francisco Jaguaribe, Padre Do Céu e o deputado Paulo Lustosa que está de bigode e todo de branco.

 

Faltam apenas as datas. E quem tiver mais fotos me mande por e'mail.



Escrito por Escrito por @AugustoMarquess às 21h55
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ACIDENTE QUE MARCOU A HISTÓRIA DE JAGUARUANA

Carro do Kelynho após o acidente

Acidente da BR-116 deixa seis mortos

A colisão envolvendo o caminhão F-14.000 de placa HWW-3561, da empresa GBS Engenharia, e a D-20 Brasinca, HTY-8615, provocou a morte de seis pessoas e deixou outra ferida. O acidente aconteceu por volta das 5h30min de ontem, no quilômetro 123 da BR-116, localidade de Pedras, Município de Russas. As vítimas eram comerciantes da cidade de Jaguaruana, que destinavam-se a Fortaleza levando redes para serem vendidas no Mercado Central e Beco da Poeira, bem como comprar confecções para serem revendidas naquela cidade do Vale do Jaguaribe. Um cochilo do motorista do caminhão foi apontado como sendo a principal causa da tragédia, isso aliada ao excesso de passageiros na D-20, que tem uma capacidade para cinco pessoas.

O caminhão era dirigido por Francisco Antônio Veras de Paulo, que saiu de Fortaleza por volta das quatro horas, com destino à cidade de Limoeiro do Norte, onde iria entregar material de instalação de rede elétrica, bem como deixar o caminhão para a prestação de serviços à Coelce. Pegaria outro caminhão da empresa e retornaria à Capital após o almoço. “O Francisco vinha para a subestação da Coelce de Limoeiro, onde o veículo - que possui um ‘munck’ (espécie de guindaste) - ficaria trabalhando. Como demorou par chegar, liguei para a empresa e fui informado que tinha havido um acidente com ele. Vim para o local a fim de rebocar o caminhão e recolher o material que ele transportava”, disse José Raimundo do Nascimento Santos, encarregado de montagem eletromecânica da GBS Engenharia.

FUGIU - Pelo que ficou constatado pelas equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que atenderam a ocorrência, o caminhão da empresa seguia para Limoeiro e, num trecho de descida, o motorista deve ter cochilado. Francisco Antônio invadiu a pista contrária e, quando já descia o acostamento, deve ter acordado. “Nesse momento fez uma manobra brusca para voltar à sua mão de direção e acabou tombando, talvez devido ao peso do ‘munck’ e da carga. O guiador da D-20 já estava tentando desviar dele e acabou sendo atingido pelo caminhão”, explicou o inspetor João de Paula, que comandava os trabalhos de controle de tráfego naquele local. O choque foi inevitável e Francisco fugiu logo em seguida.

Os ocupantes da camioneta sofreram várias fraturas pelo corpo, principalmente na cabeça e tórax. Cinco tiveram morte imediata: Alex Kelly Monteiro Pereira, 29 anos; Mônica Maia Gomes da Silva, de 18; Antônio Eduardo Almeida, 41, e Raimundo Francisco da Silva, de 53. Maria Verônica Barreto, 37 anos, ficou presa às ferragens da picape e ainda conversou com a equipe do Grupo de Busca e Salvamento (GBS) do Corpo de Bombeiros acionada, junto com a tripulação do helicóptero Águia-02, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), comandado pelos capitães Nóbrega e Félix. Entretanto, Verônica morreu antes de ser colocada na aeronave para ser trazida a Fortaleza.

Seu marido, Francisco Hernando Ferreira Rocha, de 35, teve fratura na perna direita e foi trazido às pressas para Fortaleza, em uma ambulância da Prefeitura de Jaguaruana. Ele recebeu atendimento de urgência no Pronto-Socorro dos Acidentados (PSA) e foi submetido a uma cirurgia na perna. Mas os médicos confirmaram que ele não corre risco de morte e deverá se recuperar bem dos ferimentos que sofreu em decorrência da colisão da qual foi vítima.

CORPOS DAS VÍTIMAS COBERTOS PELAS REDES QUE IRIAM VENDER

 

Vítimas acordaram cedo para a ‘última viagem’

A maioria das vítimas fatais do acidente ocorrido ontem eram pequenos comerciantes que vinham, com muita freqüência, a Fortaleza. Muitas delas, segundo seus familiares, só viajavam na camioneta de Alex Kelly, a quem chamavam de ‘Kellynho’. “Isso porque ele era um rapaz paciente, responsável, que trazia todas as bagagens que as pessoas pediam”, disse Kelly Sandra da Silva, amiga de Maria Verônica e Francisco Hernando.

O clima na cidade de Jaguaruana, ontem, era de consternação e desespero, principalmente entre familiares e pessoas mais próximas às vítimas. Ninguém queria acreditar na tragédia que aconteceu com aqueles trabalhadores - pais e mães de famílias - que acordaram cedo para ganhar o seu sustento. A maior parte dos passageiros da camioneta que fazia lotação acordou por volta das quatro horas da madrugada. Meia hora depois, ‘Kellynho’ começava a apanhar seus passageiros nas respectivas casas, sem imaginar que cerca de uma hora depois a tragédia aconteceria, matando a ele e seis de seus ‘clientes’.

Na casa de Maria da Conceição, que tinha 11 filhos e ajudava o marido com uma barraca que tinha na feira de Jaguaruana, foi outra vítima fatal. “Ela ia para Fortaleza uma vez por mês, ou a cada 45 dias, comprar confecções”, disse seu filho, Raimundo José da Silva. Mas era na casa de Mônica Maia, que o desespero era maior. Seus pais não paravam de chorar e apenas uma irmã conversou com a reportagem do Diário do Nordeste. “Ela tinha começado a vender confecções aqui na região desde o início do ano. Era muito jovem para morrer”.

Fonte Diário do Nordeste

Publicado sexta-feira, 12 de setembro de 2003

Veja  a matéria que saiu no Jornal Diário do Nordeste online

 



Escrito por Escrito por @AugustoMarquess às 21h26
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FOTOS E FATOS DA CHEIA DE 1985

Ponte sobre o Córrego das Melancias, na ponta da rua.

Ainda falando da cheia de 1985 em Jaguaruana, coloquei esta foto que mostra a ponte da CE – 263 sobre o Córrego das Melancias na ponta da rua. A imagem mostra uma das cabeceiras da ponte destruída com a força das águas, deixando a cidade isolada.

 

A travessia de mercadorias e de pessoas era feita por meio de canoas, meio de transporte que causava medo em muita gente.

 

Naquele ano eu lembro que meu pai mandou minha mãe juntamente comigo e minha irmã Edite Filomena pra Fortaleza, antes da cidade ficar isolada. Após algum tempo ele nos trouxe de volta, pois as águas já estavam baixando e, teríamos que aproveitar para passar de canoa pelos locais onde a estrada (CE -263) encontrava-se cortada, pois, se esperássemos a água baixar na sua totalidade, não conseguiríamos passar por conta da lama. Devíamos aproveitar as canoas.

 

Até que chegamos numa tarde, lembro muito bem! A localidade de Sargento que fica na zona rural, era tudo inundado, a pista estava cortada em várias partes, a correnteza era forte e os canoeiros mostravam muita habilidade na passagem, se não me engano, havia homens nas poucas partes que sobraram da pista, auxiliando com cordas a canoa, acho que era isso! Eu só tinha 10 anos.

 

Então entramos na cidade, muita lama por todo os lados, fedia muito, era insuportável aquele cheiro de lama podre. Meu pai (Chico da Titá) tinha colocado todas as coisas de nossa casa em um depósito que ficava encima da loja Elétrolima pertencente ao Elício, pois a nossa casa tinha entrado água, mais ou menos uma chave de altura, medida com a mão, como se faz no interior.

 

Pra nossa surpresa, a água que já tinha baixado bem, voltou a subir, desta vez entrando na altura de um palmo na minha casa, mais do que da outra vez. Daí, ficamos morando por um tempo na loja do Elício, que também teve sua casa alagada pela enchente, tai a foto da casa do Elício que fica na rua Cel. Antonio José de Freitas.

 

Foto 2

Apartir da esq. A foto mostra Railda Barbosa, minha mãe, Bilica e uma mulher de vermelho que não sei quem é. Na água só com as cabeças de fora, eu mais atrás e Rafael Barbosa a frente.

 

Pra mim, aquilo era uma festa, uma novidade, o Rio Jaguaribe por todo canto da cidade, eu não queria sair de dentro d´agua e, foi justamente no ano de 1985 durante a enchente que aprendi a nadar, se não aprendesse era capaz de morrer afogado com tanta água, rsrsrsrsrs.

 

A praça da prefeitura, na época chamada de Getúlio Vargas, foi coberta pela água, não lembro se na sua totalidade.

 

Mais lembro que em um passeio de canoa, pela avenida Simão de Goes, chamaram o Pedro Osmildo pra tirar nossas fotos passeando de canoa... Imaginem o ambiente, avenida tomada pela água, a praça também coberta, e nós na canoa posando para tão esperada foto, enquanto o fotografo encima da praça se posicionava para pegar o melhor ângulo olhando por aquele pequeno visor da câmera, quando de repente, Pedro Osmildo pisa no fim da calçada e mergulha como um verdadeiro atleta olímpico, cai com tudo dentro da água. Perdemos as outras fotos que já estavam na máquina, pra enchente!

 

Foto 3

 

Nesta outra imagem vê-se o helicóptero do exército que era usado para trazer alimentos, remédios, roupas (apelidadas de roupas do buiú, por conta do açude Banabuiú que também sangrou naquela época), barracas e agasalhos.

 

No momento em que o helicóptero ia pousar, a população corria pra ver, daí a confusão começava! Com o vento forte das pás do rotor principal, era vestido de mulher na cabeça, total alvoroço, sem falar nas sombrinhas e guarda-chuvas que viravam, quando não saiam voando. Era hilariante. Mas na verdade, parecia mais uma zona de guerra!  

 

Deixe sua mensagem aqui abaixo da matéria ou entre em contato pelo email augusto_planetaagito@hotmail.com

 



Escrito por Escrito por @AugustoMarquess às 18h58
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